Emprego de volta: Sul catarinense fecha março com saldo positivo de vagas

Criciúma (SC)

O Sul de Santa Catarina registrou, em março de 2026, o melhor desempenho mensal na geração de empregos formais desde fevereiro de 2025. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e integram o Boletim do Emprego Formal, disponibilizado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic).

Na mesorregião, foram geradas 3.060 vagas com carteira assinada em março. O resultado representa avanço em relação a fevereiro deste ano, quando o saldo foi de 2.326 vagas, e também frente a março de 2025, que registrou 1.487 novos postos. Após um período de oscilações e desempenho mais fraco ao longo do último ano, os números indicam uma retomada mais consistente na geração de empregos formais.

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A Região Carbonífera registrou saldo de 1.247 vagas formais em março. O resultado representa avanço em relação a fevereiro deste ano, quando foram geradas 835 vagas, e também frente a março de 2025, com 1.225 novos postos. Em fevereiro do ano passado, o saldo havia sido de 1.584 vagas.

Maior município da mesorregião, Criciúma registrou saldo de 595 vagas formais em março. O resultado representa avanço em relação a fevereiro deste ano, quando foram geradas 112 vagas. Na comparação com março de 2025, quando o município registrou 657 postos, o saldo deste ano ficou levemente abaixo. Em fevereiro do ano passado, haviam sido contabilizadas 742 vagas.

Desempenho no primeiro trimestre

No acumulado de 2026, a mesorregião soma 6.698 vagas formais. Desse total, 2.381 foram registradas na Região Carbonífera e 657 em Criciúma. O resultado geral fica abaixo do observado em 2024 e 2025, indicando desaceleração no início do ano. Ainda assim, o saldo permanece positivo.

“O primeiro trimestre de 2026 encerra com saldo positivo de empregos em todas as escalas, reforçando a resiliência do mercado de trabalho regional. No entanto, no acumulado do ano, os números indicam um ritmo mais moderado. Esse desempenho está alinhado com o cenário brasileiro, marcado por um mercado de trabalho ainda aquecido, mas com sinais de desaceleração gradual”, observa o economista Leonardo Alonso Rodrigues.

“A dinâmica entre os municípios mostra que o crescimento segue disseminado, porém desigual. Criciúma mantém protagonismo com quase 50% do estoque de empregos da Região Carbonífera, com 80.541 vínculos, mas há destaques importantes como Içara, com saldo de 258 vagas no mês, Nova Veneza, com 193, e Urussanga, com 88”, acrescenta o economista Alison Fiuza.

Em contraponto, ele cita o desempenho de municípios como Siderópolis, que em março perdeu 34 postos de trabalho com carteira assinada, Treviso, com saldo negativo de 7 vagas, e Lauro Müller, com retração de 25 postos, evidenciando diferenças no ritmo de recuperação dentro da região.

O Boletim do Emprego Formal é elaborado com base nos dados do Novo Caged e disponibilizado pela Acic. O material completo pode ser acessado no site da entidade.

 


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